quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Democracia: O termo democracia tem origem no antigo grego e é formada a partir dos vocábulos demos (“povo”) e kratós (“poder”, “governo”). O conceito começou a ser usado no século V a.C., em Atenas. Actualmente, a democracia é considerada uma forma de organização de um grupo de pessoas, onde a titularidade do poder reside na totalidade dos seus membros. Como tal, a tomada de decisões responde à vontade geral. Na prática, a democracia é uma forma de governo e de organização de um Estado. Através de mecanismos de participação directa ou indirecta, o povo elege os seus representantes. Diz-se que a democracia é uma forma de convivência social em que todos os habitantes são livres e iguais perante a lei, e as relações sociais estabelecem-se segundo mecanismos contratuais. As classificações de governo realizadas por Platão e Aristóteles ainda se mantêm na sua essência. A monarquia é o governo de uma pessoa, ao passo que a democracia é a forma de governo “da multidão” (Platão) ou “dos mais” (Aristóteles).
 
Autoritarismo: Autoritarismo Denomina-se autoritarismo a uma atitude em que as pessoas dependentes devem cumprir com todas as normas impostas pelo simples fato de que a pessoa que impõe estabelece alto grau de autoridade sobre a outra. O autoritarismo se coloca com o conceito de autoridade, uma vez que ela se baseia no fato de tomar decisões em relação a um bem comum e que se refere às pessoas subordinadas. Por outro lado, a pessoa autoritária carece de empatia e valorização pela pessoa responsável. A partir desta perspectiva, pode-se dizer que o autoritarismo se opõe ao verdadeiro líder e apresenta uma visão distorcida. Na verdade, um líder é seguido porque gera bem-estar nas pessoas que o rodeiam e porque há demanda para isso. Na história da humanidade são muitos os exemplos onde o governo autoritário tomou medidas que tiveram consequências drásticas, não só para os outros, mas também para o próprio governo.
Podemos dizer o autoritarismo sempre existiu, especialmente no passado, onde uma determinada autoridade civil parecia exercer o poder extremo. Com o passar do tempo, no entanto, este tipo de organização política evoluiu até chegar às democracias modernas. É certo que algumas das origens da democracia já existiam no passado, em particular na Grécia antiga, mas foi a partir das democracias republicanas atuais que se conseguiu frear o poder, o que significaria um mau uso desta qualidade. Na verdade, as sociedades modernas primam o fato de que a autoridade é uma forma de serviço para os outros e em caso desse critério no ser respeitado, deveria ser deposto num período de tempo correspondente, seja por uma simples eleição popular ou pela possibilidade de realizar um julgamento de natureza política.

Totalitarismo : Totalitarismo é uma ideologia, caracterizada por uma forma de governo totalitário, ou seja, na qual os dirigentes da nação detêm o total controle sobre os direitos das pessoas em proveito da razão de Estado.
A liberdade de religião também não existe em um Estado totalitarista, pois só permite a existência daquelas Igrejas cujos ministros cooperem com o governo. Sindicatos livres também são ilegais.
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    Imperialismo: Imperialismo é uma política de expansão e domínio territorial, cultural e econômico de uma nação sobre outras.
    Os primeiros exemplos de imperialismo como política de expansão territorial são o Egito Antigo (estado Hitita), Macedônia, Grécia e o Império Romano. Mais tarde, na Idade Média, os Turcos e o Islão foram grandes potências imperialistas.
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    Liberalismo: O liberalismo é uma doutrina político-econômica e sistema doutrinário que se caracteriza pela sua atitude de abertura e tolerância a vários níveis. De acordo com essa doutrina, o interesse geral requer o respeito pela liberdade cívica, econômica e da consciência dos cidadãos.
    O liberalismo surgiu na época do iluminismo contra a tendência absolutista e indica que a razão humana e o direito inalienável à ação e realização própria, livre e sem limites, são o melhor caminho para a satisfação dos desejos e necessidades da humanidade. Este otimismo da razão exigia não só a liberdade de pensamento mas também a liberdade política e econômica.
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    Neoliberalismo: Neoliberalismo é uma redefinição do liberalismo clássico, influenciado pelas teorias econômicas neoclássicas e é entendido como um produto do liberalismo econômico clássico.
    O neoliberalismo pode ser uma corrente de pensamento e uma ideologia, ou seja, uma forma de ver e julgar o mundo social ou um movimento intelectual organizado, que realiza reuniões, conferências e congressos.
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    Socialismo: Socialismo é uma doutrina política e econômica que surgiu no final do século XVIII e se caracteriza pela ideia de transformação da sociedade através da distribuição equilibrada de riquezas e propriedades, diminuindo a distância entre ricos e pobres.
    Noël Babeuf foi o primeiro pensador que apresentou propostas socialistas sem fundamentação teológica e utópica como alternativa política. Karl Marx, um dos principais filósofos do movimento, afirmava que o socialismo seria alcançado a partir de uma reforma social, com luta de classes e revolução do proletariado, pois no sistema socialista não deveria haver classes sociais nem propriedade privada.
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    Absolutismo: Absolutismo é um regime político em que apenas uma pessoa exerce poderes absolutos, amplos poderes, onde só ele manda, geralmente um rei ou uma rainha. Absolutismo foi um período entre os séculos 16 e 18, e começou na Europa.
    Através do absolutismo os monarcas tinham o poder para criar leis sem aprovação da sociedade e de criar impostos e tributos que financiassem seus projetos ou guerras. Muitas vezes, um Rei absoluto se envolvia em temas religiosos, chegando muitas vezes a controlar o cler
     
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    Direitos humanos: Direitos humanos são os direitos e liberdades básicas de todos os seres humanos. Seu conceito também está ligado com a ideia de liberdade de pensamento, de expressão, e a igualdade perante a lei. A ONU proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que é respeitada mundialmente. A Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas afirma que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos, dotados de razão e de consciência e devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
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    Cidadania: Cidadania é o exercício dos direitos e deveres civis, políticos e sociais estabelecidos na constituição. Uma boa cidadania implica que os direitos e deveres estão interligados, e o respeito e cumprimento de ambos contribuem para uma sociedade mais equilibrada.
    Exercer a cidadania é ter consciência de seus direitos e obrigações e lutar para que sejam colocados em prática. Exercer a cidadania é estar em pleno gozo das disposições constitucionais. Preparar o cidadão para o exercício da cidadania é um dos objetivos da educação de um país
     
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    Marxismo: Marxismo é um sistema ideológico que critica radicalmente o capitalismo e proclama a emancipação da humanidade numa sociedade sem classes e igualitária.
    As linhas básicas do marxismo foram traçadas entre 1840 e 1850 pelo filósofo social alemão Karl Marx e o revolucionário alemão Friedrich Engels, sendo o sistema mais tarde completado e modificado por eles e por seus discípulos, entre eles, Trotsky, Lenine e Stalin.
    No ano de 1848, Karl Marx e Friedrich Engels publicam o Manifesto Comunista, onde fazendo uma análise da própria realidade em que viviam chegaram a algumas conclusões acerca do trabalho, da propriedade, das relações produtivas e principalmente a violenta exploração do proletariado. Neste contexto, Max e Engels propõem a luta pelo fim do capitalismo com a adição imediata do socialismo, onde as massas trabalhadoras possuindo os meios de produção assumiriam o poder político e econômico.
    O Marxismo tornou-se um dos movimentos intelectuais e políticos mais influentes da sociedade contemporânea. Ainda em vida, Marx participou da criação da Associação Internacional dos Trabalhadores (1864), conhecida por Primeira Internacional, reunindo trabalhadores de vários países europeus e dos EUA.
    O Marxismo ou Socialismo Marxista embora promovesse congressos e cooperação operária, teve curta duração, vindo a dissolver-se em 1876, devido à repressão sofrida e às divergências internas. Apesar disto, novas organizações operárias e partidos políticos se destacaram, entre eles o Partido Social Democrata, fundado na Alemanha por Wilhelm Liebknecht e August Bebel.
    Foi na Rússia, que o Socialismo Marxista teve maior repercussão, serviu de inspiração para o Partido Operário Social Democrata Russo e fundamentou a criação do primeiro Estado Socialista, em 1917, dividindo o mundo em Capitalista de um lado e Socialista do outro.
    Liberalismo O liberalismo se constituiu na ideologia predominante na sociedade ocidental no século XIX, que preconizava a libertação do homem de todas as formas de coerção e opressão consideradas injustas, a elevação e utilização do valor da pessoa humana para os benefícios próprios e o da sociedade.
    O liberalismo desenvolveu-se como expressão dos ideais da burguesia, que justificava, através dele e da Democracia, sua situação socioeconômica e suas aspirações políticas. Vivia-se o apogeu da sociedade liberal, que via todas as possibilidades de aumentar seus lucros e o proletariado sentia-se fortalecido para lutar por uma vida mais humana, mais justa.
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    Utopia: Utopia é a ideia de civilização ideal, fantástica, imaginária. É um sistema ou plano que parece irrealizável, é uma fantasia, um devaneio, uma ilusão, um sonho. Do grego “ou+topos” que significa “lugar que não existe”.
    No sentido geral, o termo é usado para denominar construções imaginárias de sociedades perfeitas, de acordo com os princípios filosóficos de seus idealizadores. No sentido mais limitado, significa toda doutrina social que aspira a uma transformação da ordem social existente, de acordo com os interesses de determinados grupos ou classes sociais.
    Utopia foi um país imaginário, criação de Thomas Morus, escritor inglês (1480-1535), onde um governo, organizado da melhor maneira, proporciona ótimas condições de vida a um povo equilibrado e feliz.
    Para Thomas More, utopia era uma sociedade organizada de forma racional, as casas e bens seriam de todas as pessoas, que passariam seu tempo livre envolvidos com leitura e arte, não seriam enviados para a guerra, a não ser em caso extremo, assim esta sociedade viveria em paz e em plena harmonia de interesses.
     
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    Ideologia: Ideologia, em um sentido amplo, significa aquilo que seria ou é ideal.
    Este termo possui diferentes significados, sendo que no senso comum é tido como algo ideal, que contém um conjunto de ideias, pensamentos, doutrinas ou visões de mundo de um indivíduo ou de determinado grupo, orientado para suas ações sociais e políticas.
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    Fundamentalismo religioso: O fundamentalismo religioso é um fenômeno caracterizado pela cultura e que pode nominalmente ser influenciada pela religião dos partidários. O termo pode também se referir especificamente à convicção de que algum texto ou preceito religioso considerado infalível, ainda que contrários ao entendimento de estudiosos modernos. Grupos fundamentalistas religiosos frequentemente rejeitam o termo por causa das suas conotações negativas ou porque insinua semelhança entre eles e outros grupos cujos procedimentos acham censuráveis.


  • 5-) Em política os fins justificam os meios?
    Já dizia o famoso e tão atual filósofo Nicolau Maquiavel (1469-1527) em sua obra "O Príncipe "os fins justificam os meios". Este filósofo transformou o olhar sobre a política. Ao nosso enxergou uma política técnica e eficiente em relação a manutenção do poder.

    Com certeza vocês já ouviram falar naquela expressão quando alguém faz algo maldoso: "Você é maquiavélico". O conceito Maquiavélico veio do sobrenome de Nicolau, em razão de suas obras. Há uma maneira errônea de interpretar Nicolau Maquiavel como sendo um filósofo que afirmava que alguém que exerce um poder governamental deve agir como um carrasco, um imoral, um aproveitador, um ganancioso, enfim, tudo aquilo que exclui a virtude. Essa visão é uma análise superficial sobre suas ideias.

    Para Maquiavel, a importância política se consolida na potencialidade de garantir a unidade, a ordem, a segurança e a prosperidade de uma comunidade. Se para conseguir isso o político precisa ser tirano, ganancioso ou imoral, Maquiavel defende esses atributos. Dessa forma podemos ver que Maquiavel não defende necessariamente um governante imoral. Para ele, se esse atributo contribuir para a unidade política, é importante que continue, como também, se numa determinado governo, para garantir a unidade política o governante precise ser moral, continue sendo moral. Não importa como se chega nessa unidade política, desde que se chegue nela (os fins justificam os meios).
    A diferença é que o objetivo proposto por Maquiavel na qual consiste na unidade política de uma comunidade, é mudado para uma busca totalmente voltada para o alcance do poder, ou seja, se para que que eu consiga o poder eu precise fazer coisas (boas ou más), eu farei (os fins justificam os meios).

    Existem políticos que para conseguir ou manter o poder rompem com amizades que um dia foram verdadeiras; mudam de caráter como se mudassem de roupas; criam "faxadas" permanecendo com as esposas para garantir a imagem de uma pessoa de família; carregam bebês que nunca mais voltaram a vê-las; tomam café em padarias populares; abraçam pobres e consola os aflitos.

    Maquiavel diz que o político não precisa ser bom, mas apenas parecer bom. Dessa maneira as qualidades morais se tornam simples instrumentos na luta pelo poder e no sucesso político
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                            O homem como ser político    
    TEXTO 1:
     
    Para Aristóteles, o Homem é um "animal político", pois somente ele possui a linguagem e esta é o fundamento da comunicação entre os seres humanos. Segundo seu ponto de vista, os demais animais só exprimem dor e prazer, mas o Homem utiliza a palavra (logos) e com isso sua capacidade de julgamento entre o bem e o mal, o certo e o errado. Na busca de interpretação da realidade social, devemos levar em consideração também a capacidade de atuação do Homem sobre a natureza e a sua consequente criação de novas condições de existência, como fundamentais para compreendermos o desenvolvimento da comunicação na sociedade.
    O nosso cotidiano é marcado por inúmeras ações que nos permeiam diante de múltiplas relações. As diversas conexões que se estabelecem no mundo vivido por meio de normas foram criadas com o objetivo de estabelecer uma linguagem comum em que os indivíduos socializados trocassem experiências. A comunicação se insere como importante fator para analisarmos a produção dos discursos que desembocam nos (des)caminhos da humanidade.
    Se até bem pouco tempo os homens utilizavam o discurso direto para se comunicar e meios muito limitados e lentos para uma comunicação à distância, vimos surgir no século XX os poderosos e rápidos meios
    de comunicação de massa (jornal, rádio, TV...) e hoje, com a informática e

    a Internet, de fato o mundo se transformou numa "aldeia global" e constituímos, assim, uma "sociedade informática". Mas uma grande questão se coloca: os poderosos meios de comunicação e transmissão de dados de que dispomos, até mesmo num simples celular, estão realmente possibilitando uma maior participação democrática da maioria, ou nos tornamos personagens e reféns de um terrível e incontrolável "Big Brother"?
     
     
      
    TEXTO 2 :
     
    Partindo da Ética chegamos ao pensamento político de Aristóteles, para tal filósofo, o homem é um animal político por natureza. Assim sendo, o homem não deve ignorar a coletividade privilegiando interesses particulares. Aristóteles observa que o homem é um ser que necessita de coisas e dos outros, sendo, por isso, um ser carente e imperfeito, buscando a comunidade para alcançar a completude. E a partir disso, ele deduz que o homem é naturalmente político. Além disso, para Aristóteles, quem vive fora da comunidade organizada (cidade ou Pólis) ou é um ser degradado ou um ser sobre-humano (divino).
     
    Aristóteles acredita que "Aquele que é naturalmente um marginal ama a guerra e pode ser comparado a uma peça fora do jogo. Daí a evidência de que o homem é um animal político mais ainda que as abelhas ou que qualquer outro animal gregário. Como dizemos frequentemente, a natureza não faz nada em vão; ora, o homem é o único entre os animais a ter linguagem. (...) Trata-se de uma característica do homem ser ele o único que tem o senso do bom e do mau, do justo e do injusto, bem como de outras noções deste tipo. É a associação dos que têm em comum essas noções que constitui a família e o Estado".







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